"Só não se perca ao entrar, no meu infinito particular"

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

FUTEBOL NO EGITO

Por Julio Henrique
Em todos os paises que passamos, quando descobriam que éramos brasileiros, a reação era quase sempre a mesma: Káka (com a primeira silaba tônica), Ronaldinho, Adriano, etc. No Egito não foi diferente. Além disso, eles gostam de lembrar o jogo entre Brasil e Egito (3 x 3) na copa das confederações deste ano.
A paixão pelo futebol no Egito nos impressionou. No ultimo sábado (14/11) aconteceu a ultima rodada das classificatórias afriacanas para a Copa do Mundo. O Egito jogou no Cairo contra a Argélia e precisava vencer por 2 ou mais gols de diferença. Estavamos em Luxor e já de manhã viamos as pessoas na rua com bandeiras e camisas do Egito e rostos pintados.
Se o Egito ganhasse de 3 ou mais gols, classificava-se para a Copa. Vencendo por 2 gols, empataria com a Algéria em pontos, gols pró e contras (e consequentemente saldo) e pelo regulamente, provocaria um jogo de desempate em campo neutro.
O jogo começou as 19:30. Os egipcios fizeram o primeiro gol na metade do primeiro tempo. Eu fui ver o jogo em um telão que montaram na rua. O pessoal estava nervoso. 1 x 0 classificava a Algéria. O segundo tempo foi tenso. Chegou aos 45 minutos de segundo tempo, com a pequena torcida da Algéria no estádio comemorando. O juiz deu 6 minutos de acréscimo e aos 50 do 2. tempo, saiu o segundo gol. Explosão de alegria. Jogo acaba e torcida vai para a rua, fechando algumas delas e fazendo muito barulho. Parecia que ganharam o título. Detalhe que a grande maioria da população não beba alcool. E depois fui descobrir que esta alegria toda era só por que ainda tinham chance, pois com este resultado haveria o jogo de desempate na quarta (18/11) no Sudão.
Na quarta estávamos no Cairo. A expectativa do jogo era grande. Na rua, quase todos os carros tinham uma banderia nacional. Alguns pintaram o carro todo com as cores da bandeira: branco, vermelho e preto. Algumas escolas e universidades decretaram feriado. O transito estava mais caótico que o normal, pois todos queriam chegar em um lugar para assistir o jogo. As buzinas começaram de manhã cedo e só pararam no horário do jogo (19:30). Infelizmente para o Egito, a Algéria ganhou. A tristeza foi facilmente percebida pelo silêncio que reinou na cidade.


OBS: Estamos tão influenciados pela cultura local, que escrevi ARGÉLIA da maneira como é falada aqui, em árabe, ALGÉRIA. Nem percebi. Além disso, a silaba tônica é a ultima, então deveria ter escrito, AL-GERÍA. 

Egito – Luxor – Templo de Hatshepsut

IMG_5838 O templo de Hatshepsut conhecido como "O templo de El Der El Bahari" é um do mais belos templos do Egípto. Foi construído para ser um templo funerário ou comemorativo para a rainha Hatshepsut que era uma das mais grandes rainhas da História Egípcia. O templo está situado na margem oeste de Luxor.IMG_5852 O grande Arquitecto Sinmut que desenhou este templo parece que foi inspirado pelas ruínas do templo vizinho que pertence ao rei Neb-Hpet-Rá quem era um dos grandes monarcas da dinastia XI, pois o templo consta de três terraços,-em forma de três andares- cada um em cima do outro consecutivamente unidos entre si por uma rampa no centro, e inclui as capelas de Amón, Anúbis, Rá-Hor-Akhti, e HathorIMG_5845 .

A rainha foi enterrada no Vale das Rainhas. Ela era a quinta governante egípcia da XVIII Dinastia, filha de Tutmosis I e da rainha Ahmose. Como era comum nas famílias reais do Egito Antigo, Hatshepsut casou-se com seu meio-irmão, Tutmosis II, que tinha um filho de outra mulher. Quando Tutmosis II morreu, em 1479 a.C., seu filho, Tutmosis III, foi nomeado para o trono. Mas Hatshepsut tornou-se regente porque o herdeiro era criança.

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Os dois governaram juntos até 1473 a.C., quando Hatshepsut declarou-se faraó. Vestida como homem, ela administrou a nação com total apoio do alto sacerdote de Amon, Hapuseneb, e de outros dignitários do reino.

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Hatshepsut morreu em 1458 a.C., quando Tutmosis III liderou uma revolta para reaver seu trono faraônico, e destruiu grande parte de seu templo, que agora, está sendo restaurado.

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Egito – Luxor – Vale dos Reis

O Vale dos Reis, é um grande vale montanhoso no Egito onde, por um período de aproximadamente 500 anos foram construídos tumbas para os Faraós e nobres importantes do Antigo Egito.Localiza-se na margem ocidental do Nilo, oposto a Luxor.
Estas tumbas foram consturídas durante o Novo Império, mas já foram encontradas algumas do Médio, para servirem de câmara mortuária, no lugar das pirâmides. O motivo desta modificação é que as pirâmides chamavam muita atenção e estavam sendo saqueadas com muita facilidade, e nesta região, as montanhas tem um formado de pirâmideIMG_5923 , e as tumbas ficavam tão escondidas, que até hoje tem algumas que ainda não foram encontradas.

 O vale possui 63 túmulos dos faraós desse período e também os túmulos dos faraós Tutankamon, Ramsés IX, Seti I, Ramsés VI e o de Horemheb. Ainda hoje se continuam a retirar jóias dos túmulos dos filhos de Ramsés II. Os túmulos aí existentes designam-se pelas siglas KV (significando Kings Valley, em português vale dos reis) seguidas de um número, sendo este atribuído consoante a ordem cronológica da descoberta de cada túmulo. O mais importante precisamente o número 62, o do Faraó Tutankhamon, mais pelo espólio do achado do que porventura a importância do faraó. Em 1994 os arqueólogos começaram a escavar o túmulo KV5, considerado pouco importante até então. Encontrou-se o maior e mais complexo túmulo do Vale dos Reis. Julga-se ter encontrado o túmulo dos 52 filhos de Ramses II. Até agora foram descobertos uma sala com 16 colunas, vários corredores e mais de 100 câmaras. Apesar de não terem sido encontrados tesouros, foram no entanto recuperados do entulho milhares de artefatos. Os trabalhos arqueológicos, ainda longe do fim, prolongar-se-ão por vários anos antes de se abrir o túmulo ao público. As tumbas reais são normalmente decoradas com cenas da mitologia egípcia que testemunham as crenças e os rituais funerários dos períodos de sua construção. A maioria das tumbas foram violadas e saqueadas na antigüidade, mas algumas (como a KV62) permaneceram intactas até a sua descoberta dando idéia da opulência e do poder dos governantes de sua época.

Nós visitamos 3 tumbas. Elas estão vazias (o que não foi saqueado foi para o museu), mas seu interior é impressionante, tão colorido (e as cores são originais – nada precisou ser restaurado ainda), algumas são enormes e profundas, com muitas salas, altares, etc.
Os hieroglifos mostram deuses, cenas da mumificação, orações, e muitas outras coisas, que não conseguimos identificar.
Infelizmente (na verdade, felizmente) não é possível fotografar lá dentro, por razões óbvias. Na verdade, o governo fecha algumas tumbas por 1 ou mais, pois cada visitante deixa até 2,8 gramas de suor, o que aumenta a humidade, e danifica as pinturas.

A origem da Copa

Gente descobri o ancestral da Copa (para quem não sabe, Copa é a minha cadelinha que foi achada na rua, ha uns 8 anos)!!!!!

Olhem esta foto que eu tirei de uma pintura em um templo de Luxor, e que representa uma das formas do deus da Mumificação, Anubis.

IMG_5896 É, ou não, a própria?????? Até o jeito de deitar é o mesmo….

Obs.: Esta pintura foi feita a uns 2 mil anos ou mais…

Egito - Luxor

Luxor é uma cidade do sul do Egito.A Luxor moderna cresceu a partir das ruínas de Tebas, antiga capital do Império Novo(1550-1069 a.C.) e situa-se a 670 km ao sul do Cairo. A sua riqueza, tanto arquitetônica como cultural, fazem dela a cidade mais monumental das que albergam vestígios da antiga civilização egípcia. IMG_6102 O Nilo separa Luxor em duas partes: a margem oriental, outrora consagrada aos vivos, onde encontramos os vestígios dos mais importantes templos consagrados aos deuses da mitologia egípcia, e a margem ocidental, consagrada aos mortos, onde se localizam algumas das mais importantesnecrópoles do antigo Egipto, segundas  em importância relativamente às existentes no planalto de Gizé, no Cairo, e IMG_6038onde foram feitos alguns dos achados arqueológicos mais significativos da antiga civilização, designadamente o túmulo de Tutankhamon, descoberto em 1922 pelo célebre arqueólogo e egiptólogo inglês Howard Carter.

Alguns Famosos Faraós

Tutmés I, faraó do Egito (1524-1518 a.C.) da XVIII dinastia, sucessor do seu cunhado Amenófis I (que reinou em 1551-1524 a.C.). Destacado militar, foi o primeiro faraó a ser enterrado no Vale dos Reis.

Tutmés II, faraó do Egito (1518-1504 a.C.), filho de Tutmés I e meio-irmão e marido da rainha Hatshepsut. Enviou uma expedição contra as tribos núbias rebeladas contra sua soberania e contra os beduínos, povo nômade dos desertos da Arábia e do Sinai.

Tutmés III, faraó do Egipto (1504-1450 a.C.). Era filho de Tutmés II e genro de Hatshepsut. Durante seu reinado, Tutmés III realizou 17 campanhas militares bem sucedidas, conquistando a Núbia e o Ludão. Conseguiu que os mais importantes estados lhe rendessem tributo: Creta, Chipre, Mitani, Hatti (o reino dos hititas), Assíria e Babilônia. Tutmés III afirmou a hegemonia egípcia em todo o Oriente Médio.

Tutmés IV, faraó do Egito (1419-1386 a.C.) da XVIII dinastia, filho de Amenófis II e neto de Tutmés III. Comandou expedições militares contra a Núbia e a Síria, e negociou alianças com a Babilônia e o Mitanni.

Amenófis III, faraó do Egito (1386-1349 a.C.), da XVIII Dinastia, responsável por grandes trabalhos arquitetônicos, entre os quais parte do templo de Luxor e o colosso de Mêmnón. Seu reinado foi de paz e prosperidade.

Akhenaton ou Amenófis IV, faraó egípcio (1350?-1334 a.C.), também chamado Neferkheperure, Aknaton ou Amenhotep IV. Akhenaton era filho de Amenófis III e da imperatriz Tiy e marido de Nefertiti, cuja beleza é conhecida através de esculturas da época. Akhenaton foi o último soberano da XVIII dinastia do Império Novo e se destacou por identificar-se com Aton, ou Aten, deus solar, aceitando-o como único criador do universo. Alguns eruditos consideram-no o primeiro monoteísta. Depois de instituir a nova religião, mudou seu nome de Amenófis IV para Akhenaton, que significa "Aton está satisfeito". Mudou a capital de Tebas para Akhenaton, na atual localização de Tell al-Amama, dedicando-a a Aton, e ordenou a destruição de todos os resquícios da religião politeísta de seus ancestrais. Essa revolução religiosa determinou transformações no trabalho dos artistas egípcios e, também, no desenvolvimento de uma nova literatura religiosa. Entretanto, essas mudanças não continuaram após a morte de Akhenaton. Seu genro, Tutankhamen, restaurou a antiga religião politeísta e a arte egípcia uma vez mais foi sacralizada.


Tutankhamen ( 1352-1325 a.C.), faraó egípcio (reinou 1334-1325 a.C.) da XVIII Dinastia, genro de Akhenaton, a quem sucedeu. Tornou-se faraó com nove anos. Durante seu reinado, restaurou o culto a Amon, o que contribuiu para a paz no Egito.

Quéops, faraó egípcio (2638-2613 a.C.), o segundo rei da IV dinastia. A realização mais importante de seu reinado foi a construção da Grande Pirâmide de Gizé, perto do Cairo.

Ramsés II (reinou em 1301-1235 a.C.), faraó egípcio, terceiro governante da XIX Dinastia, filho de Seti I.

Seus principais inimigos foram os hititas; com eles assinou um tratado, segundo o qual as terras em litígio se dividiam. Durante seu reinado construiu-se o templo de Abu Simbel e concluiu-se o grande vestíbulo hipostilo do templo de Amón, de Karnak.

Ramsés III (reinou de 1198 a 1176 a.C.), faraó egípcio da XX dinastia, grande líder militar que salvou o país de várias invasões. As vitórias de Ramsés III estão representadas nas paredes de seu templo mortuário em Madinat Habu, próximo à cidade de Luxor. O final de seu reinado foi marcado por revoltas e intrigas palacianas.

Quéfren, quarto faraó (2603-2578 a.C.) da IV Dinastia do Egito. Construiu uma das pirâmides de Gizé. Durante muito tempo, pensou-se que a Grande Esfinge próxima a ela era uma representação do rei. Quéfren foi sucedido por seu filho Miquerinos.

Seti I (reinou de 1312 a 1298 a.C.), faraó egípcio, segundo governante da XIX dinastia, filho e sucessor do faraó Ramsés I. Nos últimos anos de seu reinado, conquistou a Palestina, combateu os líbios na fronteira ocidental e lutou contra os hititas.

Faraós Egipícios

Faraó era o título atribuído aos reis (com estatuto de deuses) no Antigo Egipto. Tem sua origem imediata do latim tardio Pharăo -onis, termo de origem egípcia que significava propriamente "casa elevada", indicando inicialmente o palácio real. O termo, na realidade, não era muito utilizado pelos próprios egípcios. No entanto, devido à inclusão deste título na Bíblia, mais específicamente no livro do "Êxodo", os historiadores modernos adoptaram o vocábulo e generalizaram-no.

A imagem que o grande público tem, geralmente, dos faraós, vem, em grande parte, daquela que nos é dada pelas grandes produções cinematográficas (pepluns) de Hollywood - os chamados filmes bíblicos dos anos cinquenta do século XX, onde o Faraó aparece como um monarca todo poderoso que governa de modo absoluto, rodeado de uma corte de servos e obrigando uma multidão de escravos a construir monumentos em sua honra.

Mas, ainda que muitos dos faraós tenham sido, sem dúvida, déspotas - a ideia da monarquia absoluta tem aqui os seus primórdios - a verdade é que este termo abrange uma grande variedade de governantes, de índoles e interesses diversos. Em cerca de três mil anos de tradição faraónica, passaram pelo trono do Egito homens (e algumas mulheres) com aspirações bem diferentes. Desde os misteriosos construtores das pirâmides de Gizé, ao poeta místico Akhenaton, passando pelo lendário Ramsés II, encontramos toda uma diversidade de indivíduos que, no seu conjunto, governaram uma das mais nao tinha nada mais importante pra eles que a religião.

É difícil de determinar datas precisas na história dos faraós, já que os testemunhos desta época são escassos, além de virem de uma época em que a própria história estava nos seus primórdios (isto é, a escrita ainda estava nos seus inícios). A tradição egípcia apresenta Menes (ouNarmer, em grego) como sendo o primeiro faraó ao unificar o Egito (até então dividido em dois reinos). Segundo esta tradição, este seria o primeiro governante humano do Egipto, a seguir ao reinado mítico do deus Hórus. Documentos históricos, como a Paleta de Narmer, parecem testemunhar essa reunificação sob o faraó Menés, cerca de 3100 a.C, ainda que os egiptólogos pensem que a instituição faraónica seja anterior. Por isso, se fala também de uma dinastia 0.

Quanto ao último dos faraós, todos estão de acordo em dizer que se tratou de Cesarion (Ptolomeu XV), filho de César e Cleópatra VII, pertencente à Dinastia Lágida.

Mais que um simples rei, o faraó era também o administrador máximo, o chefe do exército, o primeiro magistrado e o sacerdote supremo do Egito (sendo-lhe, mesmo, atribuído caráter divino).

Em muitos casos, cabia ao faraó decidir, sozinho, a política a seguir. Na prática era frequente que delegasse a execução das suas decisões a uma corte composta essencialmente por:

  • Escribas, que registravam os decretos, as transações comerciais e o resultado das colheitas, funcionando como oficiais administrativos e burocracia de Estado.
  • Generais dos exércitos e outros oficiais militares, que organizavam as campanhas das guerras que o Faraó pretendesse empreender;
  • Um Tjati (Vizir), que funcionava como primeiro-ministro, e auxiliava o faraó nas mais variadas funções, da justiça as campanhas militares.
  • Sacerdotes, incumbidos de prestar homenagem aos deuses, no lugar do faraó;

De acordo com a mitologia egípcia, o próprio corpo do faraó tinha carácter divino, já que o seu sangue teria origem no seu antepassado mítico, o deus Hórus.

O estatuto e papel do Faraó são, portanto, hereditários, transmitindo-se pelo sangue. Apesar do papel subalterno das mulheres nesta sociedade, os egípcios preferiram, por vezes, ser dirigidos por uma mulher de sangue divino (como Hatchepsut) que por um homem que o não seja (sendo interessante que até Hatchepsut é representada em esculturas ostentando uma farta barba, símbolo de masculinidade e sabedoria). As linhagens faraónicas nunca chegaram, contudo, a prolongar-se durante muito tempo, interrompidas que eram por invasores e golpes de estado.