"Só não se perca ao entrar, no meu infinito particular"

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Notas Importantes

Queridos leitores do “Ali Depois da Esquina”, tenho 2 assuntos importantes para tratar neste post:

Primeiro, segunda-feira é meu aniversário, então não se esqueçam de mandar os Parabéns.

Segundo, ainda não sabemos como será a censura na China, em relação ao Blog. Que é censurado já sabemos, mas ainda não sei se será como na Síria, censurado só para leitura, ou se postagens também serão proibidas. Amigos disseram que é só leitura, mas só saberemos lá.

Outra coisa que ainda não temos certeza é o local onde a censura acontece, provavelmente em Hong Kong e Taiwan vai ser tudo liberado.

Nosso plano de viagem é chegar em Hong Kong no sábado, descansar, e na segunda-feira dar entrada no visto para Taiwan, comprar as passagens e passar 1 semana lá. Depois voltamos para Hong Kong, para tirar o visto para a China (HK é uma zona especial, não precisamos de visto), e entrar no país. Lá ficaremos 2 meses e meio, contando os 15 dias que passaremos na Mongólia em fevereiro.

A Primeira alternativa que pensei para solucionar este pequeno probleminha foi criar um blog na UOL, que é um site brasileiro, e deve ser liberado. Assim, se este blog ficar mais de 1 semana sem receber novas postagens, acesse http://alidepoisdaesquina.zip.net/ .

 

 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Islamismo é a religião que mais cresce no mundo

Atualmente, o islamismo é a religião que mais cresce no mundo. São 16% a mais de fiéis a cada ano. O número de seguidores já é maior que o do cristianismo e já passou da casa de 1,1 bilhão - 20% do total de habitantes do planeta. Mais da metade desse número está na Ásia. Os Estados Unidos são, hoje, o lar de quase 4 milhões de muçulmanos, cinco vezes mais do que em 1970. Quase metade deles são negros. Há trinta anos, a França tinha onze mesquitas e hoje já são mais de 1.000.

No início da década de 70, a Inglaterra possuía 3.000 muçulmanos. Agora, eles são 1 milhão. No Brasil, o número de seguidores de Maomé também cresce com rapidez. Há quarenta anos, o país abrigava uma única mesquita. Hoje são 52, freqüentadas por cerca de 2 milhões de fiéis. Dez anos atrás os seguidores de Alá no país eram todos descendentes de imigrantes árabes. Atualmente, milhares de brasileiros da gema já rezam virados para Meca.

Segundo pesquisadores que analisam o crescimento islâmico, o grande diferencial da religião e motivo principal da sua expansão é o contato direto com Alá, sem intermediários. Isso faz do Islã uma religião extremamente acessível. Já que não existe hierarquia e a fé pode ser praticada em qualquer lugar.

A ligação entre a carnificina provocada pelos terroristas muçulmanos e as raízes verdadeiras da fé islâmica é o maior problema enfrentado nos dias atuais pela religião mais praticada do planeta. Dezenas de milhões de pessoas, em especial no Ocidente, confundem o islamismo com uma prática religiosa radical e raivosa, que convoca seus seguidores a matar inocentes, permite (e recompensa) o suicídio em nome de Deus e não tolera crenças diferentes. De acordo com a esmagadora maioria dos especialistas, religiosos e fiéis, contudo, a verdadeira face do Islã é exatamente oposta: a de uma fé que estimula o entendimento e desencoraja o conflito.

A própria origem do termo Islã - ou "rendição", em árabe - está ligada à palavra salam, que significa "paz". O fundador do islamismo, o profeta Maomé, dedicou sua vida à tentativa de promover a paz em sua terra, a Arábia. Antes do Islã, as tribos árabes estavam presas num círculo vicioso de ataques, revides e vinganças. O próprio Maomé e seus primeiros seguidores escaparam de dezenas de tentativas de assassinato e de uma grande ofensiva para exterminá-los em Meca. O profeta teve de lutar, mas em nome da própria sobrevivência - quando acreditou estar a salvo, passou a dedicar-se exclusivamente à reconciliação das tribos, através de uma grande campanha ideológica de não-violência. Quando morreu, no ano de 632, a meta havia sido cumprida - e justamente em função de seus ensinamentos sobre paz e tolerância.

Quando revelou a base da crença islâmica pelos versos do Corão, Maomé convivia com uma guerra em larga escala em sua terra. Assim, muitas passagens das escrituras sagradas dos muçulmanos tratam de conflitos armados, da execução de inimigos, da guerra em nome de sua crença. Os terroristas e radicais de hoje, contudo, gostam de citar o Corão apenas nos trechos em que se convoca a luta, e não nos versos em que se prega a paz e o entendimento. Pouco depois do ataque de 11 de setembro de 2001, a escritora americana Karen Armstrong, autora de vários livros sobre a religião islâmica, compilou alguns desses versos. A seguir, alguns deles:

• No Corão, os muçulmanos recebem a ordem de Deus para "eliminar os inimigos onde quer que eles estejam". A frase é uma das preferidas de Osama bin Laden e seus discípulos do terror. No verso seguinte, contudo, a mensagem é a segunte: "Se eles deixarem-no em paz e não fomentarem guerra, e oferecerem a paz, Deus não permite que sejam machucados".

• O texto sagrado dos muçulmanos diz que a única forma aceitável de guerra é aquela conduzida em auto-defesa. Os muçulmanos jamais devem iniciar as hostilidades. A guerra é sempre manifestação do mal, indica o Corão, mas às vezes é preciso lutar para preservar seus valores - ou, como fez o profeta Maomé em Meca, para combater perseguições e se livrar dos opressores.

• Em certo trecho, o Corão cita a Torá, escritura sagrada dos judeus, ao dizer que é permitido ao muçulmano retribuir uma agressão - olho por olho, dente por dente. O texto ressalta, porém, que perdoar e deixar de lado as vinganças em nome de um espírito de caridade é uma atitude digna de mérito e admiração.

• Quando a guerra é necessária e justificada, as hostilidades contra o inimigo devem acabar logo que for possível. A guerra termina quando o inimigo acena com um gesto de paz. O Corão também diz que os outros povos, mesmo quando forem inimigos, jamais devem ser forçados a seguir a crença dos muçulmanos: "Não deve haver coerção nos assuntos da fé!"

• Na mais famosa distorção a respeito da doutrina muçulmana, a palavra "jihad" é traduzida no Ocidente como "guerra santa" - quando, na verdade, equivale a "luta", "esforço", "empenho". O termo se refere ao esforço que deve ser empregado para que a vontade de Deus seja colocada em prática em todos os aspectos da vida - não só na política, como também na vida pessoal e social. Há relatos de que Maomé disse certa vez, ao retornar de uma batalha: "Estamos voltando da jihad menos importante para a jihad maior", que seria a tentativa de curar os males da sociedade.

• O Corão diz que os "Povos das Escrituras", os cristãos e judeus - principais alvos dos extremistas islâmicos hoje, - devem ser respeitados. Em um de seus últimos discursos, o profeta Maomé teria dito: "Formamos nações e tribos para que conhecessem uns aos outros" - ou seja, não para que os povos conquistassem outros povos e tentassem oprimir suas crenças.

Reação à modernidade - Se a brutalidade contra outros povos e religiões é proibida, se a guerra é uma manifestação do mal, se o inimigo só pode ser atacado se agredir primeiro, por que os radicais muçulmanos continuam usando a religião para justificar seus atos de terrorismo? Para quase todos os especialistas, essa pergunta não tem uma resposta sensata - o que significa que a luta dos extremistas é, de fato, ilegítima e injustificada. Na avaliação de Karen Armstrong, a forma militante de culto religioso surgida no século XX sob a classificação de fundamentalismo é uma reação à modernidade. Seus seguidores estão convencidos de que a sociedade liberal e secular visa acabar com a religião - assim, os princípios de sua fé acabam desvirtuados e distorcidos em nome de uma luta irracional. Desta forma, enxergar em Osama bin Laden e em seus seguidores terroristas uma representação legítima da tradição e da fé islâmica é um erro gravíssimo. Resta à maioria dos muçulmanos, que condenam os atos terroristas e as interpretações radicais das escrituras, a árdua missão de reverter essa imagem e reforçar as raízes pacíficas de sua crença.

Meu Oriente Médio

A idéia era passar 5 semanas, ficamos 12.

Além de ser o berço da civilização moderna, é território de conflitos intermináveis e da religião que mais cresce e espanta.

Foi legal entender e desmistificar o islamismo, aprender sobre as sucessões de Impérios, que se desenvolveram e se transformaram nas nações de hoje, conhecer um clima e paisagens diferentes, e de quebra comer uma comida deliciosa.

A mudança  no roteiro valeu demais.

Agora, que venha a China!

Minha Turquia

Logo que cheguei, me senti em casa. Primeiro porque alguma coisa na comida me lembrava o Brasil (acho que eram os restaurantes tipo self-service da estrada), e segundo as pessoas, que são muito simpáticas e alegres.

A Turquia é bela e bizarra! Aqui vimos monstros mitológicos, afrescos bizantinos em cavernas, montanhas revestidas de cálcio, 2 das sete maravilhas do mundo antigo (mesmo que só as ruínas) e 1 do mundo medieval, algumas cidades romanas, as ruínas da Lícia e paisagens de cair o queixo. Tudo isso sem contar Istambul, que é um mundo a parte.

Istambul é uma cidade muito bonita, muito histórica, muito interessante e extremamente organizada, porém achei bem diferente do resto do país, visitar só Istambul é não conhecer a verdadeira Turquia.

Os preços são mais ou menos os mesmos do Brasil, mais cara que o Oriente Médio, a África e, provavelmente, Ásia, mas mais baratos que o resto da Europa.

Transporte público excelente (só pegamos taxi 1 vez, em um mês), hotéis limpos e confortáveis e ótimas conexões de internet.

AMEI! AMEI! AMEI! (Sei que já está virando clichê, mas não tenho outras palavras…) A volta com certeza já está marcada….

Turquia – Istambul – Estreito de Bósforo

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 IMG_0501O Bósforo é um estreito que divide em duas partes a cidade de Istambul, conectando o Mar de Mármara com o Mar Negro e separa fisicamente a Europa e a Ásia. IMG_0530

Há duas pontes sobre esse estreito. A Ponte do Bósforo de 1074 m de comprimento foi completada em 1973IMG_0571. A segunda ponte, Ponte Fatih Sultão Mehmet possui 1014 m de comprimento, foi completada em 1988 e se encontra a cinco quilômetros ao norte da primeira ponte. Estas pontes unem Istambul com as cidades asiáticas de Üsküdar e KadikovIMG_0538, mas durante a metade do século XX acabou se conurbando com Istambul. IMG_0589

  IMG_0441          Um túnel ferroviário de 13,5 km está sendo construído, aproximadamente 1.400 km do túnel estão abaixo do estreito, com um máximo 56 m abaixo o nível da água.

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Turquia – Istambul – Palácio Topkapi

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Topkapı significa "porta do canhão". Foi construído por Mehmet II, o conquistador, logo após a conquista de Constantinopla, em 1453, e foi a residência dos sultões por três séculos.

Atualmente suas muitas salas abrigam diferentes museus. O das jóias imperiais impressiona pelo tamanho das pedras preciosas e a quantidade. Mas mais interessante é o museu das reliquias religiosas. Lá vimos a espada do Rei Davi (aquele do Golias), o cajado do Moisés, o turbante de Abraão, o braço do João Batista (era um braço mesmo), um pedaço da pedra sagrada de Meca, a barba e um dente de Maomé. Tudo isso foi coletado pelos sultões nas suas muitas conquistas, se são realmente pertences originais, eu não sei, provavelmente não, mas nos proporcionou uma ótima aula de história religiosa e algumas risadas. Infelizmente, não era permitido tirar fotografia.

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Eita, Mundo Pequeno!

Meu primo Rogério me avisou, uns dias antes do Natal, que o João Paulo estava na Turquia, mas quem iria imaginar que a gente se encontraria quase no fim de janeiro, em uma rua super movimentada no centro de Istambul?

O mundo é muito pequeno mesmo…

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