"Só não se perca ao entrar, no meu infinito particular"

domingo, 23 de janeiro de 2011

México – Império Mexica (Asteca)

O controle político do populoso e fértil vale do México ficou confuso após 1100. Gradualmente, os astecas, uma tribo do norte, assumiram o poder depois de 1200. Os astecas eram um povo indígena da América do Norte, pertencente ao grupo nahua. Migraram para o vale do México (ou Anahuác) no princípio do século XIII e assentaram-se, inicialmente, na maior ilha do lago de Texcoco (depois todo drenado pelos espanhóis), seguindo instruções de seus deuses para se fixarem onde vissem uma águia pousada em um cacto, devorando uma cobraaguia .A partir dessa base formaram uma aliança com duas outras cidades – Texcoco e Tlacopán – contra Atzcapotzalco, derrotaram-no e continuaram a conquistar outras cidades do vale durante o século XV, quando controlavam todo o centro do México como um Império ou Confederação Asteca, cuja base econômico-política era o modo de produção tributário.

No princípio do século XVI, seus domínios se estendiam de costa a costa, tendo ao norte os desertos e ao sul o território maia.

Os astecas, que atingiram alto grau de sofisticação tecnológica e cultural, eram governados por uma monarquiaeletiva, e organizavam-se em diversas classes sociais, tais como nobres, sacerdotes, guerreiros, comerciantes e escravos, além de possuírem uma escrita pictográfica e dois calendários (astronômico e litúrgico).

Ao estudar a cultura asteca, deve-se prestar especial atenção a três aspectos: a religião, que demandava sacrifícios humanos em larga escala, particularmente ao Deus da guerra, Huitzilopochtli; a tecnologia avançada, como a utilização eficiente das chinampas (ilhas artificiais construídas no lago, com canais divisórios) e a vasta rede de comércio e sistema de administração tributária.

O império asteca era formado por uma organização estatal que se sobrepôs militarmente a diversos povos e comunidades na Meso-América. Segundo Jorge Luis Ferreira, os astecas possuíam uma superioridade cultural e isso justificaria sua hegemonia política sobre as inúmeras comunidades nestas regiões, o que era argumentado por eles mesmos.

No período anterior a sua expansão os astecas estavam no mesmo estágio cultural de seus vizinhos de outras etnias. Por um processo muito específico, numa expansão rápida, passaram a subjugar, dominar e tributar os povos das redondezas, outrora seus iguais. É importante lembrar estes aspectos pelo fato de terem se tornado dominantes por uma expansão militar, e não por uma suposta sofisticação cultural própria e autônoma.

Apesar de sacrifícios humanos serem uma prática constante e muito antiga na Mesoamérica, os astecas se destacaram por fazer deles um pilar de sua sociedade e religião. Segundo mitos astecas, sangue humano era necessário ao sol, como alimento, para que o astro pudesse nascer a cada dia. Sacrifícios humanos eram realizados em grande escala; algumas centenas em um dia só não era incomum. Os corações eram arrancados de vítimas vivas, e levantados ao céu em honra aos deuses. Os sacrifícios eram conduzidos do alto de pirâmides para estar perto dos deuses e o sangue escorria pelos degraus. A economia asteca estava baseada primordialmente no milho, e as pessoas acreditavam que as colheitas dependiam de provisão regular de sangue por meio dos sacrifícios.

Durante os tempos de paz, "guerras" eram realizadas como campeonatos de coragem e de habilidades de guerreiros, e com o intuito de capturar mais vítimas. Eles lutavam com clavas de madeira para mutilar e atordoar, e não matar. Quando lutavam para matar, colocava-se nas clavas uma lâmina de obsidiana.

Sua civilização teve um fim abrupto com a chegada dos espanhóis no começo do século XVI. Tornaram-se aliados de Cortés em 1519. O governante asteca Moctezuma II considerou o conquistador espanhol a personificação do Deus Quetzalcóatl, e não soube avaliar o perigo que seu reino corria. Ele recebeu Cortés amigavelmente, mas posteriormente o tlatoani foi tomado como refém. Em 1520 houve uma revolta asteca e Moctezuma II foi assassinado. Seu sucessor, Cuauhtémoc (filho do irmão de Montezuma), o último governante asteca, resistiu aos invasores, mas em 1521 Cortés sitiou Tenochtitlán e subjugou o império. Muitos povos não-astecas, submetidos à Confederação, se uniram aos conquistadores contra os astecas.

 

sábado, 22 de janeiro de 2011

México - Reserva de la Biosfera de la Mariposa Monarca

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Primeira coisa: Mariposa em espanhol = Borboleta em português, assim resolvem-se os mal entendidos.

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A Monarca é a única espécie de borboleta migratória, isto significa que durante o inverno elas saem lá do Canadá em vem pro México, numa viagem de cerca de 4.000 quilômetros em 20 dias.

rota das borboletas

Vou tentar explicar como e porquê este incrível fenômeno acontece, bem resumidamente: a borboleta migratória pertence sempre a 4o. geração nascida no Canadá, ou seja, são bisnetas de borboletas que já realizaram esta viagem. E a 4o. geração é considerada uma super geração mutante, pois as borboletas vivem em média 28 dias, e elas vivem uns 2 meses.

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Embora fisicamente não se distingam daquelas nascidas durante o verão, essas monarcas entram na menopausa, o quer dizer que não acasalarão ou colocarão ovos até a próxima primavera.Isso acontece porque o corpo desses pequenos insetos se prepara para uma longa viagem rumo ao sul. A gordura armazenada no abdômen garante combustível para os dois vôos (ida e volta) dessa magnitude, já que a gordura deve durar até o início da primavera, quando as monarcas farão sua viagem de volta.

Elas escolhem esta região para a ‘invernagem’ por 3 motivos: árvores, água e temperaturas amenas. Aqui elas unicamente se acasalamIMG_3091. Os machos geralmente morrem logo após o acasalamento, e as fêmeas retornam ao Canadá para colocarem seus ovos.

O incrível é que elas voltam sempre para o mesmo lugar, nem um metro mais para a frente, nem dois mais para tráz.

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São milhões de borboletas voando ou pousadas a sua frente. Imagem que é difícil capturar com a câmera. Só estando lá mesmo para ter a dimensão da coisa. E como disse nossa guia, esta imagem provavelmente povoará nossos sonhos para lo siempre.

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Assista o vídeo que fiz lá:

 

México – História Resumida – Parte III – Da Independência até tempos recentes

A guerra com os Estados Unidos da América e as reformas liberais

Durante grande parte do século XIX a situação política mexicana foi marcada pela constante instabilidade. A figura dominante do segundo quartel daquele século foi o ditador Antonio López de Santa Anna. Durante este período, foram perdidos para os Estados Unidos da América muitos dos territórios do norte do país. Santa Anna era o líder do país durante o conflito com o Texas, que se declarou independente do México em 1836, e ainda durante a Guerra Mexicano-Americana (1846-48). Desde esta guerra, os mexicanos lamentam a perda de metade do território inicialmente mexicano, parte por coerção e uma maior parte ainda vendida pelo ditador Santa Anna em seu próprio proveito.

Em 1855 Ignacio Comonfort, líder dos que se diziam moderados, foi eleito presidente. Os moderados tentaram encontrar um meio-termo entre as posições dos liberais e dos conservadores. Durante a sua presidência foi aprovada uma nova constituição. A constituição de 1857, mantinha a maior parte dos rendimentos e privilégios de que a Igreja Católica desfrutava no período colonial, mas ao contrário da constituição anterior não identificava a Igreja Católica como a religião exclusiva do país. Tais reformas eram inaceitáveis para os líderes do clero e para os conservadores, tendo conduzido à excomunhão de vários membros do gabinete do presidente e ao estalar de uma rebelião, que levaria à Guerra da Reforma que se prolongou desde Dezembro de 1857 até Janeiro de 1861. Esta guerra civil tornou-se progressivamente mais sangrenta tendo produzido uma polarização política do país. Muitos dos moderados passaram-se para o campo dos liberais, convencidos que o grande poder político detido pela igreja tinha que ser reduzido. Durante algum tempo existiram mesmo dois governos, um liberal e outro conservador, sediados em Veracruz e na Cidade do México, respectivamente. A vitória na guerra acabaria por sorrir aos liberais, com o presidente liberal Benito Juárez a transferir a sua administração de novo para a Cidade do México.

A segunda intervenção francesa e o imperador Maximiliano

Os mandatos presidenciais de Benito Juárez (1858-71) foram interrompidos pelo regime monárquico da casa de Habsburgo. Os conservadores tentaram instaurar uma monarquia ao ajudar a trazer para o México um arquiduque da Casa Real da Áustria, conhecido como Maximiliano de Habsburgo e sua esposa Carlota de Habsburgo, contando com o apoio militar da França, interessada na exploração das ricas minas do noroeste do país.

Ainda que o exército francês, então considerado um dos mais eficientes do mundo, tenha sido inicialmente derrotado na Batalha de Puebla em 5 de Maio de 1862 (hoje em dia comemorada no feriado do Cinco de Mayo), os franceses acabariam por derrotar as forças do  governo mexicano comandadas pelo general Ignacio Zaragoza, entronizando Maximiliano como Imperador do México. Maximiliano de Habsburgo defendia o estabelecimento de uma monarquia limitada, partilhando o poder com um congresso democraticamente eleito. Esta posição era demasiadamente liberal para os conservadores mexicanos, enquanto que os liberais recusavam aceitar um monarca, deixando Maximiliano com poucos aliados dentro do México. Maximiliano acabaria por ser capturado e executado no Cerro de las campanas, Querétaro, pelas forças leais ao presidente Benito Juárez, que havia mantido o governo federal em funcionamento durante a intervenção. Em 1867 a república foi restaurada e elaborada uma nova constituição que, entre outras coisas, confiscava as vastas propriedades da Igreja Católica (que era senhoria de metade do país), estabelecia os casamentos civis e proibia a participação dos sacerdotes na política (separação entre Igreja e Estado).

No entanto, havia um grande ressentimento dos conservadores contra o presidente Juárez (que julgavam concentrar demasiado poder e desejar ser reeleito), o que conduziu à rebelião contra o governo liderada por um dos generais do exército, Porfírio Díaz, com a proclamação do Plano de Tuxtepec em 1876.

Ordem, progresso e a ditadura de Porfírio Díaz

Porfírio Díaz tornou-se então o novo presidente. Durante um período de mais de trinta anos (1876-1911), ele foi o homem forte do México, tendo as infra-estruturas do país sido substancialmente melhoradas, em grande parte graças ao investimento estrangeiro. Este período de prosperidade e relativa paz nacional ficou conhecido como o Porfiriato. Contudo, o povo não estava contente com a forma de governo utilizada durante o Porfiriato; os investidores eram atraídos pelos baixos salários dos operários, o que acabaria por provocar uma divisão social muito marcada. Apenas um punhado de investidores (nacionais e estrangeiros) enriquecia, enquanto a grande maioria do povo permanecia na mais abjecta pobreza. A democracia foi totalmente suprimida e a dissensão era tratada de modo repressivo, muitas vezes brutal.

Para Díaz, os indígenas do México eram um obstáculo ao progresso (apesar de séculos de civilizações pré-europeias avançadas) e o verdadeiro progresso era à Europeia.

A Revolução Mexicana

Em 1910, Díaz, então com 80 anos de idade, decidiu convocar eleições com vista à sua reeleição como presidente. Pensava ter há muito eliminado qualquer oposição capaz de lhe fazer frente no México; contudo, Francisco Madero, um acadêmico oriundo de uma família rica, decidiu concorrer contra ele tendo obtido rapidamente o apoio popular apesar de Díaz ter ordenado a sua prisão.

Quando os resultados oficiais da eleição foram anunciados, Díaz foi declarado vencedor quase unanimemente, com Madero a receber apenas algumas centenas de votos em todo o país. Esta fraude cometida pelo Porfiriato era demasiado gritante para ser ignorada pelo povo. Madero procedeu então à elaboração de um documento, conhecido como Plano de San Luis Potosí, no qual incitava o povo mexicano a pegar em armas contra o governo de Porfírio Díaz em 20 de Novembro, de 1910.

Assim teve início o que ficou conhecido como Revolução Mexicana. Madero foi detido em San Antonio, Texas, mas o seu plano surtiu efeito apesar de ele se encontrar preso. O exército federal foi derrotado pelas forças revolucionárias comandadas por, entre outros, Emiliano Zapata no sul, Pancho Villa e Pascual Orozco no norte e Venustiano Carranza. Porfírio Díaz renunciaria ao cargo de presidente em 1911 em prol da paz nacional, tendo-se exilado na França, onde morreria em 1915.

Os líderes revolucionários tinham muitos objetivos diferentes; as figuras revolucionárias iam de liberais como Madero a radicais como Emiliano Zapata e Pancho Villa. Como consequência, provou ser muito difícil conseguir um acordo sobre a organização de um governo emanado dos grupos revolucionários vitoriosos. O resultado foi uma luta pelo controle do governo, um conflito que se estendeu por mais de vinte anos. Este período de luta é geralmente considerado parte da Revolução Mexicana embora possa também ser visto como uma guerra civil. Durante este período seriam assassinados, entre muitos outros, os presidentes Francisco Madero (1911), Venustiano Carranza (1920), bem como os líderes revolucionários Emiliano Zapata (1919) e Pancho Villa (1923).

À resignação de Díaz sucedeu-se um breve interlúdio reacionário, com a eleição de Madero como presidente em 1911. Foi deposto e morto em 1913 por Victoriano Huerta. Venustiano Carranza, um antigo general revolucionário que se tornou um dos vários presidentes neste período conturbado, promulgou uma nova constituição em 5 de Fevereiro de 1917. A Constituição Mexicana de 1917 ainda hoje rege o México.

Álvaro Obregón torna-se presidente em 1921. Agradava a todos os grupos da sociedade mexicana, com excepção das franjas mais reacionárias do clero e dos grandes proprietários, tendo sido bem sucedido na catalisação da liberalização social, em particular reduzindo o papel da Igreja Católica, melhorando a educação e tomando medidas visando a instituição dos direitos civis das mulheres.

Ainda que a Revolução Mexicana e a guerra civil estivessem terminadas depois de 1920, os conflitos armados continuaram. O conflito mais abrangente desta época foi a luta entre os que queriam uma sociedade secular com separação entre Igreja e Estado e, por outro lado, os que defendiam a supremacia da Igreja Católica e que acabaria por resultar num levantamento armado por parte de apoiantes da Igreja, no que se chama a Guerra Cristera.

Estabilização e revolução institucionalizadas

O Partido Nacional Mexicano, ou PNM, foi formado, em 1929, pelo então presidente general Plutarco Elías Calles. Este partido tornar-se-ia mais tarde o Partido Revolucionário Institucional ou PRI, que governou o país durante o que restava do século XX. O PNM foi bem sucedido na tentativa de convencer a maioria dos generais revolucionários que ainda restavam a desmobilizar os seus exércitos pessoais que passaram a integrar o recém-criado Exército Mexicano. A fundação do PRI é considerada por alguns como o verdadeiro fim da Revolução Mexicana.

Em 1934 chega ao poder o presidente Lázaro Cárdenas, transformando o México: em 1 de Abril de 1936 enviou Calles, o último general com ambições ditatoriais, para o exílio; conseguiu ainda unir as diferentes facções dentro do PRI, estabelecendo as regras que permitiriam ao seu partido governar sozinho durante décadas, sem perturbações internas. No dia 18 de Março de 1938, procedeu à nacionalização das indústrias petrolíferas e elétricas; criou o Instituto Politécnico Nacional, concedeu asilo aos refugiados da Guerra Civil de Espanha, iniciou areforma agrária, a distribuição gratuita de livros escolares e, em geral, prosseguiu políticas que, para o bem e para o mal, marcaram o desenvolvimento do México até aos nossos dias.

Manuel Ávila Camacho, o sucessor de Cárdenas, foi presidente durante um período de transição entre a era revolucionária e a era da política de aparelho sob o domínio do PRI que duraria até ao ano 2000. Afastando-se da autarquia nacionalista, propôs-se criar um clima favorável ao investimento estrangeiro favorecido, havia duas gerações, por Madero. O regime de Camacho congelou os salários, reprimiu as greves e perseguiu os dissedentes com base numa lei que proibia o crime de dissolução social. Assim, o PRI traía a herança da reforma agrária. Miguel Alemán Valdés, o sucessor de Camacho, chegaria mesmo a emendar o Artigo 27º da Constituição Mexicana de forma a proteger a elite dos proprietários.

Apesar de os regimes do PRI terem conseguido crescimento econômico e uma prosperidade relativa durante quase três décadas após a Segunda Guerra Mundial, a econômia sofreu vários colapsos e a agitação política aumentou no final dos anos 60, culminando no massacre de Tlatelolco, em 1968. Duas crises econômicas ocorreram em 1976 e 1982, após o que se procedeu à nacionalização da banca, considerada culpada dos problemas, num período que ficou conhecido como a Década Perdida. Nestas duas crises o peso mexicano foi desvalorizado e, até ao ano 2000, era normal ocorrer a desvalorização da moeda e um período de recessão no final de cada mandato presidencial, ou seja, de seis em seis anos. A crise de Dezembro de 1994, iniciada por uma desvalorização do peso mexicano, atirou o México para o caos econômico, despoletando a mais grave recessão do país em mais de meio século.

O fim da hegemonia do PRI

Em 1995 o presidente Ernesto Zedillo via-se confrontado com uma grave crise. Aconteceram manifestações na Cidade do México e a presença militar constante em Chiapas, após o aparecimento do Exército Zapatista de Libertação Nacional em 1994. Foi também Zedillo que dirigiu reformas políticas e eleitorais que reduziram a capacidade do PRI em manter o poder. Após as eleições de 1988, as quais foram extremamente disputadas e aparentemente perdidas pelo partido do governo, foi criado o Instituto Federal Electoral (IFE). Este instituto é dirigido por cidadãos e tem como missão certificar-se que as eleições são conduzidas de forma legal e justa. Como resultado do descontentamento popular, o candidato presidencial do Partido Acción Nacional (PAN), Vicente Fox Quesada foi eleito presidente em 2 de Julho de 2000, não tendo conseguido a maioria no congresso. O resultado desta eleição pôs termo a 71 anos de hegemonia do PRI na presidência.

Atualmente, as preocupações econômico-sociais incluem baixos salários reais, o emprego precário de grande parte da população, a desigualdade na distribuição dos rendimentos bem como as escassas oportunidades de melhoria de vida da população ameríndia dos estados empobrecidos do sul do país, apesar dos esforços feitos pelo governo sobretudo no controlo da inflação. O país continua a debater-se com problemas de  desenvolvimento, particularmente no setor petrolífero e nas relações comerciais com os Estados Unidos da América. A corrupção e violência com raízes no narcotráfico tornaram-se também um problema sério nos últimos anos.

México – História Resumida – Parte II – Da Colonização Espanhola à Independência

A Conquista Espanhola

Em 1519, as civilizações nativas do México foram invadidas pela Espanha, e dois anos mais tarde em 1521, a capital dos astecas, Tenochtitlan, foi conquistada por uma aliança entre espanhóis e tlaxcaltecas (os inimigos principais dos astecas).  O mais importante dos conquistadores foi Hernan Cortés, que entrou no país a partir de uma vila costeira que ele rebatizou de Puerto de la Villa Rica de Vera Cruz (hoje a cidade de Veracruz). Contrariamente ao que geralmente se pensa, a Espanha não conquistou a totalidade do México em 1521 e passariam ainda dois séculos antes que tal sucedesse, havendo durante esse período rebeliões, ataques e guerras continuadas por parte de outros povos nativos contra os espanhóis.

Os astecas, a potência dominante no país, acreditavam (de acordo com mitos antigos) na tradição do regresso de Quetzalcóatl num ano Ce-Acatl. O calendário Pré-Colombiano era dividido em ciclos ou períodos de 52 anos. Cada 52º ano era um ano Ce-Acatl sendo 1519 um desses anos. Os astecas acreditavam que os conquistadores espanhóis eram enviados dos deuses (de acordo com os estudiosos ortodoxos), tendo oferecido pouca resistência aos seus avanços. (Ironicamente, Cortés não menciona este episódio nas suas cartas ao Rei Carlos V de Espanha.)

Após uma importante batalha em 1519, na qual as forças espanholas foram derrotadas e obrigadas a bater em retirada, e se reagruparam-se fora do Vale do México.  Passados oito meses estavam de regresso, tendo ao seu lado um contingente ainda maior de nativos seus aliados. Por esta altura a varíola, trazida pelos espanhóis, havia dizimado a população asteca, reduzindo drasticamente a capacidade de combate das forças astecas. A capital Tenochtitlan foi sitiada, tendo este facto conduzido à derrota total dos astecas em1521. Apesar das suas armas de metal, cavalos, canhões e milhares aliados indígenas, os espanhóis levaram sete meses inteiros para conseguir a capitulação dos astecas. Tratou-se de um dos mais longos cercos continuados da história mundial.

Foram três os principais fatores contribuintes para a vitória espanhola. Em primeiro lugar, os espanhóis possuíam tecnologia militar superior, incluindo armas de fogo, bestas, armas de ferro e aço e cavalos. Outros aliados dos espanhóis foram as várias doenças do Velho Mundo que haviam levado com eles (principalmente a varíola), para as quais os nativos não tinham qualquer imunidade e que acabariam por tornar-se pandémicas, dizimando uma grande parte da população nativa. Por último, os espanhóis conseguiram fazer seus aliados vários povos sob o domínio do Império Asteca que viam os espanhóis como o meio de se libertarem do poder asteca, destacando-se de entre eles os Tlaxcaltecas.

Período Colonial

Com a conquista, os espanhóis criaram um novo grupo étnico: os mestiços, resultado do fato de os conquistadores tomarem mulheres indígenas como medida preventiva contra a revolta dos nativos começando assim a mistura de ambas culturas.

A Inquisição Espanhola, bem como a sua descendente, a Inquisição Mexicana, continuaram a operar nas Américas até à declaração da independência do México.

Durante o período colonial, que durou de 1521 a 1810, o México era conhecido como Nueva España ou Nova Espanha, cujos territórios incluíam o que é hoje o México, as ilhas espanholas das Caraíbas, a América Central até à Costa Rica inclusive e uma área que continha o sudoeste dos Estados Unidos da América. A maior parte destas terras era dominada por proprietários espanhóis e os seus descendentes brancos. Na realidade, a política e a economia do México colonial eram totalmente dominadas pelos europeus. A seguir vinham os mestiços e os povos indígenas ocupavam o degrau mais baixo da sociedade.

A Independência Mexicana

A luta pela independência começou em 1810, liderada por Miguel Hidalgo, um padre de ascendência espanhola. Após a invasão da Espanha por Napoleão I e a colocação do irmão deste no trono espanhol, os conservadores mexicanos e os ricos proprietários, apoiantes da família real espanhola da Casa de Bourbon mostraram-se contrários às políticas napoleônicas comparativamente mais liberais . Assim nasceu no México uma aliança à primeira vista improvável: de um lado os liberales, ou liberais, que defendiam um México democrático; do outro os conservadores que pretendiam um México governado por um monarca de Bourbon, que restaurasse o anterior status quo. As duas partes acabaram por concordar que o México deveria tornar-se independente e decidir o seu próprio destino.

As figuras mais proeminentes da guerra da independência do México foram o padre José Maria Morelos y Pavón, Vicente Guerrero e o general Agustín de Iturbide. A guerra prolongar-se-ia por onze anos até à entrada do exército de libertação na Cidade do México em 1821. Assim, ainda que proclamada em 1810, a independência só foi conseguida em 1821, com a assinatura do Tratado de Córdoba, que ratificava o Plano de Iguala. Foram signatários deste tratado o vice-rei espanhol Juan O'Donojú e Agustín de Iturbide.

Em 1821 Agustín de Iturbide, um antigo general espanhol que havia passado para o lado das tropas independentistas, autoproclamou-se imperador (oficialmente tratava-se de uma medida temporária, até que se conseguisse persuadir um membro da realeza europeia a tornar-se monarca do México). Uma rebelião contra Iturbide em 1823 levou à criação dos Estados Unidos Mexicanos. Em 1824 Guadalupe Victoria tornou-se o primeiro presidente do novo país; o seu nome de batismo era Félix Fernandez tendo escolhido o seu novo nome por motivos simbólicos: Guadalupe como agradecimento pela proteção da Nossa Senhora de Guadalupe, e Victoria pela vitória obtida.

México – História Resumida - Parte I – Antigas Civilizações

Existem indícios humanos de 20 mil anos antes de Cristo, mas foi só em 6500 AC que as primeiras formas de agriculturas foram criadas, e em 2300 AC a produção de cerâmicas já era bastante intensa.

A Civilização Olmec floresceu por volta de 1200 AC. Eles consolidaram o poder em várias chefias que estabeleceram a sua capital perto da costa no sudeste de Veracruz. A influência olmeca estendeu-se por todo o México, América Central e ao longo do Golfo do México. Dirigiram o pensamento de muitos povos na direção de um novo modo de governo, templos-pirâmide, escrita, astronômia, arte, matemática, econômia e religião. Os seus êxitos preparariam o caminho para a grandeza tardia da civilização maia no oriente, e das civilizações do México central e ocidental.

O declínio dos olmecas resultou num vazio de poder no México. Deste vazio emergiu Teotihuacan, inicialmente colonizada em 300 a.C. Em 150, Teotihuacan já era a primeira verdadeira metrópole do que agora se designa por América do Norte. Teotihuacan estabeleceu uma nova ordem política e econômica nunca antes vista no México. A sua influência estendia-se por todo o México até à América Central, fundando novas dinastias nas cidades Maias de Tikal, Copán e Kaminaljuyú. A influência de Teotihuacan sobre a civilização maia não pode ser subestimada: transformou o poder político, manifestações artísticas e a natureza da econômia. Na cidade de Teotihuacan propriamente dita vivia uma população cosmopolita. A maioria das etnias regionais do México encontravam-se representadas na cidade. Tratava-se de uma cidade cuja arquitetura monumental refletia uma nova era na civilização mexicana.

Contemporânea da grandeza de Teotihuacan foi a grandeza da Civilização Maia. No período entre 250 e 650 assistiu-se a várias conquistas civilizacionais dos maias. Apesar das muitas cidades-estado maias nunca terem atingido uma união política da mesma ordem de grandeza da conseguida pelas civilizações do México Central, elas exerceram uma tremenda influência intelectual sobre o México e América Central. Algumas das cidades mais elaboradas do continente foram construídas pelos maias, com inovações nos campos da matemática,astronômia e escrita que viriam a constituir o ponto mais alto dos feitos científicos do México antigo.

Tal como Teotihuacan, também a Civilização Tolteca emergiu de um vazio de poder, tendo tomado as rédeas do poder político no México a partir do ano 700. Eles fundiram a sua orgulhosa cultura do deserto com a poderosa cultura civilizada de Teotihuacan. Esta nova cultura daria origem a um novo império no México. O império tolteca estender-se-ia até à América Central, a sul e a norte até à cultura anasazi, no sudoeste dos Estados Unidos da América. Os toltecas estabeleceram uma próspera rota de comércio de turquesa com a civilização setentrional de Pueblo Bonito, no que hoje é o Novo México. O sistema político dos toltecas era tão influente, que todas as importantes dinastias maias reclamariam mais tarde ter ascendência tolteca. De fato, seria esta apreciada linhagem tolteca a preparar o caminho para a última grande civilização indígena do México.

Com o declínio da Civilização Tolteca ocorreu a fragmentação política no Vale do México. Neste novo jogo político de sucessão ao trono apareceram os mexica. Através de astuciosas manobras políticas e ferozes capacidades de luta, conseguiram um verdadeiro feito: tornaram-se governantes do México liderando a Tripla Aliança (que incluía duas outras cidades astecas, Texcoco e Tlacopan).

Em 1400 os mexicas governavam grande parte do México central. No seu auge, 100 000 mexica presidiam a um rico império que contava com cerca de 10 milhões de pessoas.

O nome moderno México tem a sua origem no nome do grupo dominante da Tripla Aliança Asteca, os Mexicas. O termo asteca não é um nome, sendo uma invenção de um inglês (Lord Kinsborough) e de um euro-americano de nome William Prescott. Os verdadeiros nomes utilizados pelos indígenas eram nahua ou mexica. Nem mesmo os espanhóis lhes chamavam astecas. (Ainda que asteca não fosse usado pelos mexicas, é derivado da sua língua, o nahuatl, referindo-se à sua terra natal no norte, Aztlan).

Entre eles, a educação era obrigatória para os homens, independentemente da sua classe social.A sua capital, Tenochtitlan, estava situada na zona da moderna Cidade do México. Em 1519 a capital dos mexicas era a maior cidade da América com uma população que rondava os 100 000 habitantes (em jeito de comparação, em 1519 Londres tinha 80 000 habitantes e Paris tinha 250 000).

Os mexicas deixaram uma marca profunda e duradoura na cultura mexicana perceptível ainda hoje. Muito do que é considerado como cultura mexicana deriva desta civilização mexica: topónimos, gastronomia, arte, vestuário, simbologia e mesmo a identidade mexicana que a ela foi buscar o nome.

Durante grande parte da sua história, a maioria da população mexicana teve um modo de vida urbano: cidades, vilas e aldeias. Apenas uma fração da população era tribal e nômade. A maioria das pessoas vivia em povoamentos permanentes, baseados na agricultura e identificados com uma cultura urbana, em oposição a uma cultura tribal. O México é desde há muito uma terra urbana, fato graficamente refletido nos escritos dos espanhóis que os encontraram.

 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Resumo dos últimos 4 meses

Agarrar os bichos, lavar roupa, comer, descansar, encontrar pessoas, comer, mostrar fotos, ir para Santa Catarina, beber na Ocktoberfest, Serras Gaúchas, comer, voltar para São Paulo, Cidades Históricas Mineiras, comer, ir para Santa Catarina, natal em Blumenau, comer muito, ano novo em Bombinhas, comer e beber lá, descanso na praia, voltar para São Paulo, decidir o que fazer em 2011, arrumar as malas para viajar.

029 06 setembro 2010 - Brasil - Sao Sebastiao - Chegada da Viagem  - eu e mae maquina nova 024 06 setembro 2010 - Brasil - Sao Sebastiao - Chegada da Viagem  - eu e Copa 025 06 setembro 2010 - Brasil - Sao Sebastiao - Chegada da Viagem  - eu, JH e Tobias 

 01 - 05 de dezembro - Sampa - Niver Dema 03 - 05 de dezembro - Sampa - Niver Dema 

  057 Brasil - Minas Gerais - Cidades Históricas - Brumadinho - Inhotim 188 Brasil - Minas Gerais - Cidades Históricas - Ouro Preto - Igreja Sao Francisco de Assis 354 Brasil - Rio Grande do Sul - Cambará do Sul - Aparados da Serra - Cânion Fortaleza 095 Brasil - Rio Grande do Sul - Bento Gonçalves 052 - 03 a 05 de dezembro - casa da Vó 024 - 03 a 05 de dezembro - Formatura e Festa de Encerramento do Gabriel 033' - 03 a 05 de dezembro - Formatura e Festa de Encerramento do Gabriel  253 Brasil - Rio Grande do Sul - Canela - Cascata Caracol 220 Brasil - Minas Gerais - Cidades Históricas - Ouro Preto

02 - Brasil - Monteiro Lobato - Aniversario da Ana

 04 - 27 a 29 de dezembro - Sampa 02 - 27 a 29 de dezembro - Sampa

02 - 28 de Outubro - Blumenau - JH e Fefo 01- 10 de outubro - Oktoberfest

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domingo, 16 de janeiro de 2011

Saudações Bons leitores, venho com novidades fresquinhas para todos (apesar de alguns já estarem sabendo)…

Primeiramente, Feliz 2011 Macacada !

Desde a nossa chegada ao Brasil, estávamos tentando definir o que fazer da vida, já que aparentemente alguma coisa deve ser feita. Depois de muito pensar, pesquisar, procurar e discutir, chegamos a conclusão de que por hora, o melhor a fazer é ficar por aqui. Assim, pretendemos nos reestabelecer em São José dos Campos, sem antes, porém, dar uma esticadinha em nosso ano sabático, partindo-se do presuposto de que no Brasil o ano só começa após o carnaval (mesmo tendo afirmado que o nosso estaria chegando ao fim em setembro passado).

Esta velha ‘regra social’ brasileira, que particularmente adoro, caiu como uma luva em nossos planos futuros, e assim estamos de partida para o México, país que estava na lista de desejos para a viagem passada, mas teve que ser deixado de lado (injustamente) por conta da passagem aérea e outros trâmites que não vem ao caso, pois esta grande injustiça começará a ser corrigida na próxima quinta-feira, 20 de janeiro. 

Fiquem atentos ao retorno em grande estilo do “Logo Ali, Depois da Esquina”, já que o México promete…