"Só não se perca ao entrar, no meu infinito particular"

sábado, 5 de dezembro de 2009

“Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever”

Clarice Lispector

Saúde

Rita Lee

Me cansei de lero-lero
Dá licença
Mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar
Opinião
De como ter um mundo melhor
Mas ninguém sai de cima
Nesse chove-não-molha
Eu sei que agora
Eu vou é cuidar
Mais de mim!...

Como vai? Tudo bem!
Apesar, contudo
Todavia, mas, porém
As águas vão rolar
Não vou chorar
Se por acaso morrer
Do coração...

É sinal que amei demais
Mas enquanto estou viva
Cheia de graça
Talvez ainda faça
Um monte de gente feliz...

Síria – Boas Novas

Pessoal, consegui acessar o blog, na verdade entrar em qualquer site com domínios .blogspot são proibídos, mas para acessar minha conta tenho que entrar no site da blogger, que é www.blogger.com, então não tive problemas.

Estamos em Damascus, e a cidade é muito antiga. Em breve, mandarei notícias.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Síria - História

A Síria possui uma história muito antiga, desde os arameus e assírios, marcada fortemente pela influência e rivalidade de Mesopotâmia e Egito. Depois de ser ocupada pelos persas, a Síria foi conquistada porAlexandre III da Macedónia. Na época helenística passou a ser centro do reino dos selêucidas e se converteu em uma província romana no século I a.C.. Grandes cidades se desenvolveram nessa região como a míticaPalmira, uma das mais originais e descanso de caravanas.

Com a ascensão do islamismo, a Síria foi um dos focos mais importantes da civilização árabe, sobre tudo na época do califado omíada (660-750), centrado em Damasco, e da dinastia hamdanita (944-1003), centrado emAlepo. Porém, pela sua situação, foi objeto de ambição estrangeira o que conduziu a divisão do seu território. Os cruzados se estabeleceram na Síria durante algum tempo e construíram importantes fortificações, como o Krak dos Cavaleiros. Finalmente, em 1516, Síria passou a formar parte do Império Otomano.

Turca até 1918, com o fim da Primeira Guerra Mundial a Síria foi então dividida em duas partes: uma sob mandato francês, que compreendia a Síria e o Líbano atual, e a outra baixo mandato britânico, composta por Palestina, Transjordania (atualmente Israel e Jordânia) e Iraque.

O país conseguiu a independência em 1946. Em 1948, entrou em guerra com Israel, saindo desta perdedora. Sofreu ainda numerosos golpesmilitares. Em 1958, uniu-se ao Egito para formar a República Árabe Unida(R.A.U.), da qual se separou depois do levantamento militar de 28 de setembro de 1961, convertendo-se em República Síria e, depois da tomada de poder em 1963 pelo Partido Baath, socialista e nacionalista, que empreendeu uma série de profundas reformas sociais e econômicas, ficando constituída como República Popular da Síria em 1964.

Em 1966, o país aliou-se de novo ao Egito e, em 1967, viu-se envolvido na Guerra dos Seis Dias. Mais tarde, em 1973, atacou Israel, na chamada Guerra do Yom Kippur; em maio de 1974 foi feito o acordo de retirada das tropas. Interferiu na defesa do Líbano contra Israel, em1978. Partidária da causa palestina, mostrando-se contra as negociações de paz egipcio-israelitas, que ocorreram depois da viagem de Anwar Sadat a Jerusalém. As negociações empreendidas em 1979 com o Iraque, encaminhadas a uma fusão de ambos os países não prosperaram (naquele mesmo ano romperam-se as relações entre ambos devido à implicação do Baath iraquiano num atentado em Damasco). Em 1980, realizou-se uma outra tentativa de união, desta vez com a Líbia, que também faliu.

O conjunto de comunidades étnicas e religiosas que constituem o país, tanto muçulmanas como cristãs, assim como o ressurgimento dointegralismo islâmico, criaram situações difíceis ao presidente Hafez al-Assad, de orientação laica e socialista. Não obstante, foi reeleito em1980 como secretário-geral do Baath, o que reforçou seu poder. No mesmo ano, um tratado de cooperação com a União Soviética deu a al-Asad o papel de representante dos interesses soviéticos na região e lhe permitiu contar com sofisticado armamento de origem soviética. Simultaneamente à crescente deterioração das relações com Israel, a Síria passou a controlar militarmente o norte do Líbano, onde sustentou encontros com as forças de Israel e se opôs a presença de forças americanas. A Síria se caracterizou, durante a permanência de suas tropas no Líbano, pela sua oposição a todos os planos de paz dos Estados Unidos para o Oriente Médio, e por proteger Damasco das facções daOLP opostas a Yasser Arafat, enquanto no Líbano a figura de al-Asad aparecia a princípios de 1986 como a do inevitável mediador para qualquer solução de fundo nos assuntos político-religiosos daquele país. Em 1992 foi reeleito. Na primeira Guerra do Golfo se opôs ao Iraque, participou de processo de paz em Madri, no ano de 1991.

Síria e Censura

Infelizmente, tenho que comunicar que, provavelmente, não poderei publicar posts durante minha estada na Síria, que ocorrerá nas próximas 2 semanas. Devido a restrição nos acessos a internet, impostos pelo governo, alguns sites são bloqueados, e um amigo me disse que teve dificuldades para acessar blogs e fotoblogs lá.
  Fiquem tranquilos, pois escreverei todos os posts e, assim que eu entrar no Líbano, publico tudo.
De qualquer maneira, sempre que possível faço uma tentativa de acessar o Blogger.
Até lá, deixei bastante posts para vocês lerem...
Beijos e Abraços a todos
Ciça
 

Minha Jordânia

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Eu AMEI! O país é organizado, as pessoas são extremamente simpáticas e eduacadas, a comida é divina, e os pontos turísticos fantásticos e interessantíssimos, além de muito bem preservados e sinalizados.

Nossa estada foi curta, mas é que a Jordânia é um país compacto para se visitar, pois além de ser pequeno, os principais pontos turísticos ficam a poucos quilômetros de Amman, o que permite usá-la como sede e só fazer passeios de 1 dia, e as estradas são ótimas.

Aparentemente, o rei faz um bom trabalho, e questões sociais mais graves não são percepitíveis. Outra coisa interessante é a questão dos refugiados palestinos, e mais recentemente os iraquianos, que são muito bem recebidos aqui.

 

Jordânia - Jerash

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Muitas vezes ofuscada por Petra, a antiga cidade de Jerash é um ponto turístico, com grande significado histórico.Ela é reconhencida como um dos maiores e mais bem preservados sítios arquelógicos de arquitetura romanaIMG_7153 , fora da Itália.

Possui ruas de colunasIMG_7149 , banhos públicosIMG_7165 , teatrosIMG_7198 , arcosIMG_7176   , edifícios em excepicionais condições e até a mais antiga máquina de serrar pedras do mundoIMG_7177.

Situada em uma localização estratégica, Jerash dispunha de suprimento de água o ano todo, e a altitude de 500 metros, com temperatura ideal, possibilitava uma excelente visualização das áreas vizinhas.IMG_7162

A história de Jerash é uma mistura do mundo Greco-Romano Mediterrâneo e das tradições árabes orientais. Inclusive o nome da cidade reflete esta interação, uma vez que seu primeiro nome era Garshu, na época dos Semitas. Mais tarde, os romanos, ‘helenizaram’ e transformaram em Gerasa, e no final do século XIX, os árabes e circausianos transformaram em Jerash.

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Seu apogeo aconteceu durante o período romano. Logo depois qua Roma tomou conta da Síria, Pompeu nomeou Jerash como uma das grandes cidades pertencentes a ‘Liga das Decápolis’, uma própera confederação de dez cidades Romanas, interligadas por um poderoso comércio e interesses políticos e culturais, o que trouxe muitos benefícios econômicos, e uma florescente comércio com o Império dos Nabateus, situado em Petra.

Em meados do século XV, os Cristãos se tornarão maioria na região e inúmeras igrejasIMG_7195 foram construídas. Muitas delas, com pedras de templos pagãos existentes no local (alguns destes ainda resistem, como o Templo de ArtemisIMG_7181 e o de ZeusIMG_7211 ).