"Só não se perca ao entrar, no meu infinito particular"

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Considerações sobre o 5o. mês de viagem

Neste mês tivemos uma mudança brusca de cenário. A China não tem nada em comum com o Oriente Médio, onde estávamos desde outubro. Começamos a redescobrir tudo , o que comer, onde comer, como se locomover, como barganhar, novos costumes, nova língua, ou seja,‘tudo novo denovo’…

Nas últimas 2 semanas, ficamos bastante tempo parados, em Hong Kong, Dongguan e agora em Yangshou, e posso dizer que estas paradas maiores tem se tornado mais constantes do que no começo da viagem. Não sei se porque estamos mais cansados, ou porque descobrimos que quando você passa mais tempo em um só lugar, consegue ver melhor como as coisas funcionam. Provavelmente uma mistura destas 2 razões, o fato é que existem lugares tão relaxantes e acolhedores, como Yangshou, que simplesmente não dá para ir embora rápido.

Sobre a saúde, neste mês eu tive um probleminha, não foi nada demais. Peguei ‘bicho geográfico’, provavelmente em alguma praia na África. Começou como uma picada de mosquito, e não dei muita atenção, quando começou a aumentar, suspeitei do diagnóstico, e na Turquia, resolvi procurar um demartologista. O seguro agendou a consulta, e ainda vai reembolsar os remédios, fizeram uma criocirurgia. Fiquei com um queimadão na perna por algumas semanas, mas o bicho morreu na hora, e agora já está tudo resolvido.

870 Turkey - Ankara - hospital (Este é o hospital onde fui atendida)

Sobre a grana, a Turquia era um dos país mais caros da nossa rota, mas nos seguramos bem, e deu para ficar abaixo da média, o que foi bom, pois as coisas na China são mais caras do que estávamos imaginando.

A vinda para a China me deu um novo ânimo, estou mais ansiosa do que nunca para viajar aqui (nem tanto para a Mongólia, chequei a temperatura lá hoje, e está –39oC).

Rumo Hexa!!!!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

China – Mitos e Verdades

Bom, só fazem uns 10 dias que estamos na China, mas já deu para desmistificar bastante coisa, aí vão algumas delas:

“A China e o Japão são a mesma coisa.”

Mito – Provavelmente em comum eles só tem os olhinhos puxados, o fato de comerem com “pauzinhos”, a escrita e uma ou outra comida;

“Os chineses são todos iguais.”

Mito – Existem inúmeras etnias, com muitas diferenças físicas entre elas.

“Chinês é uma língua tão complicada, que nem eles mesmo se entendem.”

Verdade – A diferença de pronunciação é tão grande entre cada região, que é necessário colocar legendas em chinês nos programas de televisão, mesmo se a língua falada no programa for o chinês. Assim todo mundo lê e fica tudo entendido.

“Os chineses tem um paladar bizarro.”

Verdade – Tem cada coisa nos restaurantes ou nas barraquinhas de comida na rua, que preciso prender a respiração e olhar para baixo, para não passar mal.

“Ninguém usa sapato na China.”

Mito – As maiores fábricas de sapatos, das marcas mais famosas mundialmente estão na China, e além disto, eles adoram sapatos, de salto-alto, bico fino, tênis, sandálias, todos muito coloridos e cheio de adereços.

“O governo faz ‘lavagem cerebral’no povo.”

Verdade – Conhecemos um casal no albergue, ele é estado-unidense, ela chinese, e sem querer toquei no nome do Dalai Lama, ela começou a dizer horrores, que ele permitiu a morte de muitos chineses, e que usou os protestos durante as olímpidas só para tirar a atenção mundial da China. E mais um monte de asneiras sobre o Falung Dafa (uma seita parecida com a yoga, em que os praticantes foram perseguidos, torturados e mortos pelo governo chinês, no fim da década de 90). O namorado dela até olho torto para ela…

“Os casais só podem ter 1 filho, e são controlados pelo governo.”

Verdade – As mulheres são obrigadas a fazerem exames a cada 3 meses, e quando um casal resolve ter o segundo filho, paga taxas altíssimas. No entanto, na zona rural, se a primeira filha do casal é menina, o governo permite uma segunda tentativa, pois eles precisam de mão de obra nas lavouras.

“Os Chineses são um povo alegre.”

Verdade – Eles são meio bobos, meio inocentes, estão sempre com um enorme sorisso no rosto, riem de tudo, adoram dançar, na rua, na praça, ou em qualquer outro lugar.

 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

China – Yangshou – Dragon Bridge

0247 - China - Yangshou - Dragon Bridge
Nós alugamos bicicletas 0223 - China - Yangshou - Dragon Bridge0249 - China - Yangshou - Dragon Bridgepara ir até esta ponte, que foi construída em 1412, e fica em um vilarejo nos arredores de Yangshou.
O passeio foi todo muito cênico e durou umas 4 horas. A ponte é muito bonita, tem um visual bem legal das montanhas e vimos muitas plantações no caminho, principalmente de arroz. Também fiquei impressionada com o azul da água deste rio0236 - China - Yangshou - Dragon Bridge.
Vislumbrei algumas paisagens, que achava que só existiam em filmes.  0231 - China - Yangshou - Dragon Bridge   0246 - China - Yangshou - Dragon Bridge 











China - Yangshou

0164 - China - Yangshou - Downtown

Yangshou é rodeada por inúmeros picos e banhada pelos rios Li e Yu long0176 - China - Yangshou - Downtown. Além disto, possui muitos lagos e templos0203 - China - Yangshou - Downtown.

A cidade toda é muito fotogênica, passamos algumas horas só andando no centro da cidade para fotografar.

   0189 - China - Yangshou - DowntownUma coisa que tenho reparado muito aqui na China são os contraste. Esta dualidade entre o tradicional e o moderno pode ser percebida em muitos aspectos na sociedade chinesa, desdas vestimentas e da alimentação, até cenas interssantes, como nesta foto onde pode-se perceber uma contruçào tradicional, o lago e o McDonald’s   0199 - China - Yangshou - Downtown .

Burlando a censura (ou Capa de Invisibilidade)

Muitos estão me perguntando como fizemos o blog funcionar na China.
Nós estamos utilizando um programinha que faz nosso computador ficar, digamos, invisível, assim o bloqueio chinês não reconhece que estamos tentando entrar em um site proíbido.
Agora podemos acessar o que quisermos de onde escolhermos, sem mais restrições.
O programa não é grátis, custou 60 doletas, mas vale por um ano, e além disto, fica muito mais seguro para acessos em contas bancárias.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

China – Dongguan

Viemos para Dongguan para encontrar o Beto (aquele filho da amiga da mãe do amigo do JH, que havia mencionado antes), mas não esperávamos encontrar tantos brasileiros. Aqui tem mais de 2000, quase todos do Rio Grande do Sul, que trabalham com couro ou sapato, tem até escola brasileira.

O Beto e a NickiIMG_0792, diferentemente do que muitos podem estar imaginando ela é coreana, nos receberam muitíssimo bem.

Já na noite em que chegamos, fomos à 2 bares, bem animadosIMG_0798, e conhecemos a Márcia, a Toka e o RicardoIMG_0796, além de umas amigas coreanas da Nicki. No fim da noite (na verdade quase de manhã…) fomos em um tradicioanl chinês da madrugada.

No segundo dia, para nossa surpresa, almoçamos em um restaurante brasileiro. Foi muito bom beber guaraná e comer uma comidinha caseira. Eu pedi frango à parmegiana, arroz e feijão pretoIMG_0813. Lá conhecemos a Simone, o Miguel e a Bruna.

Conversamos bastante com eles para entender com é a vida dos brasileiros aqui, e todo mundo adora, e pretende não voltar mais para o Brasil.

A noite a Nicki fez um jantar coreanoIMG_0912 na casa deles, e eu pude aproveitar para importunar as 4 gatinhas delesIMG_0913. Tudo estava muito bom, e a conversa rolaou atá altas da madrugada.

No terceiro dia, eles nos levaram para comer o Hot Pot, uma comida chinesa muito tradicional, muito interessante (e gostosa). A coisa toda funciona mais ou menos assim: Na mesa do restaurante tem uma resistência que aquece o prato. Você escolhe uma entre 4 tipos de sopa, e muitos ingredientesIMG_0914, depois coloca sua panela com a sopa na resistência e vai colocando os ingredientes (maioria legumes, e uma carnes bem fininhas) na sopa, à mediada que eles vão cozinhando, você tira e come. Uma delícia!

O Beto e a Nicki são muito bacanas, nos deram um monte de dicas sobre a China ( e também sobre a Tailândia, onde ela trabalhou 3 anos como instrutora de mergulho), nos divertimos a doidado e de quebra fizemos muito bons amigos.

Nós só temos a agradecer, a eles pela hospitalidade, e ao Koch e a Dona Heca, que nos deram o contato.            

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